Um novo cenário amazônico começa a entrar no mapa turístico de Presidente Figueiredo.

Cachoeira do Boto revela novo potencial turístico

A região de Balbina e PDS Morena ganhou destaque neste sábado durante uma visita da equipe da Prefeitura de Presidente Figueiredo à Cachoeira do Boto. A atividade ocorreu durante o intervalo do segundo circuito de pesca realizado no Porto da Morena e teve como objetivo conhecer de perto um dos atrativos que poderão integrar o terceiro Polo de Ecoturismo do município. A iniciativa está sendo estruturada em parceria com o Sebrae Amazonas, dentro da metodologia da Rede de Agentes de Roteiros Turísticos (ART) 2026. O trabalho busca organizar os atrativos, envolver as comunidades e transformar o potencial natural da região em produtos turísticos estruturados.


Domingo - 20 de Setembro de 2026 às 18:11

Presidente Figueiredo deu mais um passo na descoberta e estruturação de novos produtos turísticos neste sábado.

Durante o intervalo do segundo circuito de pesca realizado no Porto da Morena, uma equipe da Prefeitura aproveitou a oportunidade para conhecer a Cachoeira do Boto, um dos atrativos naturais que passam a integrar o mapeamento do terceiro Polo de Ecoturismo do município.

A visita reuniu representantes da administração municipal, entre eles o secretário de Governo, Carlos Alexandre, o secretário de Turismo, Empreendedorismo e Comércio, André Amazonas, o secretário de Comunicação, Bob Lester, além do jornalista Francisco Carioca, da Rede Amazônica, e do piloto de drone Egleson Pacheco.

Ao chegar ao local, a equipe encontrou um cenário marcado pela exuberância da floresta amazônica, com uma trilha de fácil acesso, riqueza de fauna e flora e uma queda d’água que apresenta potencial para se tornar um dos atrativos de destaque do novo polo.

A visita acontece em um momento estratégico para o turismo de Presidente Figueiredo. Em parceria com o Sebrae Amazonas, a Prefeitura vem avançando na estruturação do terceiro Polo de Ecoturismo, que contempla a região de Balbina, PDS Morena e seu entorno.

O trabalho integra a metodologia da Rede de Agentes de Roteiros Turísticos (ART) 2026, do Sebrae Nacional, e busca identificar, organizar e transformar as potencialidades existentes no território em produtos turísticos estruturados.

A proposta amplia as possibilidades de apresentar ao visitante uma outra face de Presidente Figueiredo. Além das tradicionais cachoeiras, cavernas e corredeiras já conhecidas, o Polo 3 reúne possibilidades relacionadas ao turismo de natureza, turismo de aventura, pesca esportiva, turismo rural, experiências comunitárias e atividades ligadas ao Rio Uatumã e ao Lago de Balbina.

O piloto de drone e morador de Presidente Figueiredo, Egleson Oliveira, destacou a beleza do local e a possibilidade de a região apresentar novas experiências aos visitantes.

Egleson
Piloto de Drone Egleson Pacheco

É mais uma proposta diferente para o município, um turismo de aventura, porque é diferente. Quem vier primeiro vai ter o privilégio de estar expondo para todos. Vale a pena? Com certeza, afirmou.

Para Egleson, a descoberta de novos atrativos demonstra que Presidente Figueiredo ainda possui muito a oferecer ao público, especialmente em áreas que permanecem pouco conhecidas e que podem ganhar novos olhares a partir de uma estratégia organizada de desenvolvimento turístico.

O jornalista Francisco Carioca, da Rede Amazônica, que há anos percorre Presidente Figueiredo para conhecer e produzir reportagens sobre os atrativos do município, também participou da visita e conheceu a Cachoeira do Boto pela primeira vez.

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Jornalista Francisco Carioca

Segundo ele, cada novo atrativo descoberto amplia as possibilidades de experiências oferecidas aos turistas.

Toda vez que a gente vem a um local diferente, é uma novidade que a gente encontra, com cenários diferentes. São atrativos que estão sendo descobertos e roteiros totalmente diferentes do que a gente está acostumado a ver no dia a dia”, destacou.

Francisco também ressaltou a importância de estruturar esses locais para que possam deixar de ser apenas atrativos naturais e passem a fazer parte de produtos turísticos preparados para receber visitantes.

É importante essa visão de criar o terceiro polo de turismo, justamente para isso: fortalecer e preparar esses atrativos como produtos reais do segmento do turismo”, ressaltou.

A criação dos polos de ecoturismo faz parte de uma estratégia de organização territorial da atividade turística em Presidente Figueiredo. A proposta é reconhecer as características específicas de diferentes regiões do município, ampliar a oferta de experiências e criar condições para que os benefícios econômicos do turismo alcancem novas comunidades.

No Polo 3, o trabalho desenvolvido em parceria com o Sebrae envolve levantamento de atrativos, diagnóstico, participação comunitária e organização das experiências que poderão futuramente compor um roteiro turístico.

A etapa atual ainda é de diagnóstico e estruturação. O objetivo é validar as informações levantadas em campo, identificar os empreendedores e experiências com potencial turístico e, posteriormente, avançar para a formatação do roteiro.

A visão de longo prazo é um dos pontos centrais da estratégia defendida pela administração municipal. A criação dos polos de ecoturismo parte da compreensão de que o turismo pode contribuir para diversificar a economia, gerar oportunidades de trabalho e renda e levar desenvolvimento para diferentes regiões de Presidente Figueiredo.

Para o prefeito Fernando Vieira, o planejamento turístico deve olhar além dos atrativos que já são conhecidos e buscar novas possibilidades dentro de um município de grande extensão territorial e com diferentes características naturais e culturais.

Nesse contexto, o terceiro Polo de Ecoturismo representa uma aposta na descoberta e valorização de novos territórios, conectando comunidades, empreendedores, atrativos naturais e experiências que possam ser transformadas em produtos turísticos.

O desafio agora é transformar a beleza natural da Cachoeira do Boto e de outros atrativos da região em experiências estruturadas, com segurança, qualificação, acesso, serviços e participação dos empreendedores locais.

É justamente esse processo que diferencia a simples descoberta de um atrativo da construção de um produto turístico. A proposta é que o desenvolvimento aconteça de forma participativa, envolvendo quem vive no território e quem estará diretamente ligado à operação das futuras experiências.

Assim, a Cachoeira do Boto passa a representar mais do que uma nova paisagem descoberta em meio à floresta. Ela integra um movimento maior de reconhecimento do território e de construção de novas possibilidades para o turismo de Presidente Figueiredo.

Com o avanço do Polo 3, Balbina, PDS Morena e o entorno do Uatumã entram cada vez mais no planejamento de uma nova frente turística para o município, reunindo natureza, aventura, pesca, cultura e experiências comunitárias em uma região que ainda guarda muitos lugares a serem conhecidos.


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