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André Amazonas - andreamazonas.com.br
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Quinta - 04 de Novembro de 2021 às 19:44

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País poderá ter até US$ 72 bilhões (R$ 406 bilhões), com projeto de Marcelo Ramos, para negociar no mercado internacional se conseguir reduzir as emissões de gases do efeito estufa

“Não dá para seguir usando o argumento de que o Brasil conseguiu preservar mais as suas florestas que outros países. O fato de que nós desmatarmos menos até aqui deve ser reconhecido e saudado, mas não nos dá autorização de desmatar mais e de emitir mais gases de efeito estufa daqui por diante. Portanto, esse é um discurso equivocado que o Brasil tem carregado mundo afora”.

Foi o que disse o deputado federal Marcelo Ramos, vice-presidente da Câmara dos Deputados, em pronunciamento, terça-feira passada (26), durante comissão geral no Plenário da Casa abordando a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática (COP-26), que tem início nesta segunda-feira, 01, em Glasgow, na Escócia. A partir de quinta-feira, 04, Ramos deve participar do evento.

Ramos é autor do projeto que regula o mercado de carbono no país (PL 528/21). O texto do projeto prevê que países poluidores possam comprar créditos de carbono dos países que têm florestas preservadas. Lembrando que cada país tem metas de redução de emissão de gases de efeito estufa firmadas no Acordo de Paris em 2015.

Uma vez aprovado o projeto de Marcelo Ramos, o Brasil poderá ter até US$ 72 bilhões (R$ 406 bilhões) para negociar no mercado internacional se conseguir reduzir as emissões de gases do efeito estufa. Segundo o parlamentar, nesta semana, apesar do feriado de Finados, a Câmara dos Deputados deve votar a proposta.

“O potencial líquido desse mercado, ou seja, depois que nós compensarmos todas as nossas emissões, varia entre 17 e 72 bilhões de dólares que o Brasil terá para negociar no mercado internacional. Portanto, é mais do que urgente a aprovação do Projeto 528 e a regulamentação do mercado de crédito de carbono do Brasil”, disse Ramos.

“Diante disso, o mundo na COP espera do Brasil mais do que palavras, mas compromissos efetivos de natureza administrativa, legislativa e até policial para cumprir os objetivos de desmatamento ilegal zero até 2030 e neutralidade climática até 2050”, considerou o parlamentar.

Na visão do parlamentar, o desmatamento zero na Amazônia é a contribuição mais importante que o Brasil pode dar ao mundo, no que diz respeito ao controle das mudanças climáticas.

“O projeto atua em duas pontas. Primeiro, monetizando e transformando em ativos financeiros a nossa floresta em pé, pela capacidade que ela tem de sequestrar carbono da atmosfera e revertendo esse dinheiro, essa riqueza, parte dela pelo menos, para as populações tradicionais, ribeirinhos, quilombolas, populações indígenas”, disse Ramos.

“E na outra ponta estabelecendo metas de emissão para nossa indústria e para o setor energético, e um mecanismo em que quem emite mais do que a meta tem que comprar crédito para compensação e quem emitir menos tem crédito para vender no mercado”, completou o parlamentar amazonense.

Da redação, om informações da Agência Câmara e do site Amazonas Atual






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